Max Verstappen cogita abandonar a Fórmula 1 em 2026 por insatisfação com novos carros

O tetracampeão mundial Max Verstappen surpreendeu os fãs da Fórmula 1 ao revelar que pode deixar a categoria ao final da temporada de 2026. O motivo? Uma profunda insatisfação com as novas regulamentações e os carros da categoria, que, segundo ele, tornaram a pilotagem menos prazerosa.
As mudanças históricas nas regras da F1, implementadas recentemente, trouxeram novas unidades de potência e chassis, com um foco maior na energia elétrica. Essas alterações exigem dos pilotos abordagens completamente diferentes, algo que Verstappen já criticava antes mesmo de sua introdução. A frustração do holandês parece ter se intensificado com os resultados abaixo do esperado da Red Bull nas primeiras corridas da temporada.
Após terminar em oitavo lugar no Grande Prêmio do Japão, Verstappen fez suas declarações mais contundentes até o momento. Em entrevista à BBC Sport, ele questionou se vale a pena continuar na categoria diante da falta de diversão ao pilotar. “Penso em tudo dentro deste paddock. Estou feliz na minha vida pessoal, mas são 24 corridas por ano, ou 22 como agora. Aí você se pergunta: vale a pena? Ou prefiro estar mais em casa com minha família e amigos, especialmente quando não estou curtindo o esporte?”, desabafou.
Um campeão em busca de paixão
Verstappen, de 28 anos, conquistou quatro títulos mundiais consecutivos entre 2021 e 2024, antes de terminar em segundo lugar no ano passado, atrás de Lando Norris, da McLaren. Ele deixou claro que sua insatisfação não está ligada à falta de competitividade da Red Bull. “Posso aceitar estar em sétimo ou oitavo, porque sei que nem sempre dá para dominar ou lutar por pódios. Sou realista e já passei por isso antes. Não vivi só de vitórias na F1”, afirmou.
No entanto, o piloto destacou que estar em posições intermediárias e não sentir prazer na pilotagem é algo que vai contra sua essência como corredor. “Quando você está em sétimo ou oitavo e não gosta da fórmula por trás disso, não parece natural. Tento me adaptar, mas não é legal pilotar assim. É quase anti-pilotagem. Chega um ponto que não é isso que quero fazer”, explicou.
Buscando emoção fora da F1
Verstappen também admitiu que tem buscado emoções em outras categorias. No último fim de semana, competiu em uma corrida de GT3 no circuito de Nürburgring, na Alemanha. Ele acredita que sua dificuldade em encontrar prazer na F1 atual não é saudável. “Tudo começa com gostar do que você faz. Estou me dedicando 100%, mas a forma como me forço a isso não é saudável, porque não estou curtindo”, lamentou.
O holandês rejeitou a ideia de que suas críticas sejam apenas por causa dos maus resultados. “As pessoas podem dizer: ‘Você ganhou tantos campeonatos e corridas, agora que o carro não está bom, reclama’. Talvez vejam assim, mas eu vejo de forma diferente. Não é sobre dinheiro, sempre foi sobre paixão”, concluiu.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 1 e 3 de maio com o Grande Prêmio de Miami, o segundo fim de semana de Sprint da temporada. Será mais uma chance de vermos se Verstappen reencontra o prazer de pilotar ou se sua decisão de deixar a categoria se aproxima.



